Olá aqui quem fala é o dono do blog enfim nosso blog ficou um tempo sem notícias e hoje eu declaro desculpas aos nossos leitores que esperravam notícias mas é porque não houve fatos interresantes.
Além de votar nos candidatos para a Câmara dos Vereadores e para a Prefeitura de sua cidade os eleitores também podem anular o voto ou votar em branco.
O voto nulo se dá quando o eleitor digita na urna eletrônica um número que não seja correspondente a nenhum candidato ou partido político oficialmente registrados. O voto nulo é apenas registrado para fins de estatísticas e não é computado como voto válido, ou seja não vai para nenhum candidato, partido político ou coligação.
Já o voto em branco se dá quando o eleitor manifesta sua vontade de não votar em nenhum candidato ou partido político apertando a tecla BRANCO na urna eletrônica. O voto em branco, assim como o voto nulo, é apenas registrado para fins de estatísticas e não é computado como voto válido, ou seja, não vai para nenhum candidato, partido político ou coligação. Antes da Lei 9.504/97, o voto em branco era considerado válido, desde então não é mais.
APRENDA A VOTAR
No dia 3 de outubro, 119.821.569 eleitores vão escolher os prefeitos e vereadores que vão governar 5.563 municípios. Se você tem alguma dúvida sobre como deve votar para escolher seus representantes ou apenas quer relembrar use, a seguir, o simulador de urna eletrônica.
Como usar a urna eletrônica
No dia da votação você pode levar uma “cola” com os números dos seus candidatos (vereador e prefeito). O primeiro voto será para vereador. Para votar em vereador, você deve digitar o número do seu candidato, com cinco algarismos. Em seguida, aperte o botão CONFIRMAR. Se você preferir votar apenas na legenda de um partido político, digite somente os dois primeiros números e aperte o botão CONFIRMAR. Em seguida, será o voto para prefeito. Digite e número do seu candidato, com dois algarismos e, novamente, aperte CONFIRMAR.
Se no seu município for realizado o segundo turno da eleição, no dia 30 de outubro você vai votar novamente somente para prefeito. Aperte o número de seu candidato, com dois algarismos. Em seguida, aperte o botão CONFIRMAR.
GALINHA CHOCA A erosão acabou revelando conjuntos de rochas com formas pitorescas, muitas lembrando animais, como a Pedra da Galinha Choca.
O VALE DOS BICHOS DE PEDRA Em Quixadá, no sertão do ceará, a natureza esculpiu rochas gigantes e coloriu o céu com homens voadores
por: Márcia Bizzoto, de Quixadá fotos: Daniel Carvalho
A imensidão vazia do sertão cearense é interrompida por uma pedra gigantesca que parece brotar ao lado da estrada. Logo adiante, outra, e mais outra. Parece que uma chuva de meteoros cuspiu rochas sobre a terra. É o sinal de que está perto a entrada para Quixadá, cidade cearense de quase 70 mil habitantes. O conjunto formado por aqueles rochedos, conhecidos como monólitos, não dá apenas nome à cidade - quixadá, na língua tupi-guarani, significa "pedra de ponta curvada" -, mas tornou-se sua própria identidade e um meio de vida para a população. Afinal, em torno dessas formações, gira o turismo, atualmente o maior motor da economia local. A beleza singular das rochas às vezes se disfarça em inusitados formatos de animais. Do alto de um morro, uma imensa baleia observa a paisagem. Perto dali, uma foca gigante e, ao lado, uma enorme galinha de pedra. Espalhadas por um terreno inconstante, onde o verde predomina no inverno e apenas cactos e juazeiros sobrevivem ao verão, elas formam vales mutantes e escondem trilhas levando a cavernas e a paredões de até 90 metros que convidam para escalada e rapel.
O AÇUDE DO IMPERADOR A cidade pacata se movimenta nos fins de semana ao redor do açude natural formado ainda nos tempos do imperador Dom Pedro II.
A 5 quilômetros do centro de Quixadá, a Pedra da Galinha Choca é a mais famosa. Entre os nativos da cidade, corre a lenda de que seria a mãe de todas as demais rochas da re-gião e de que nem sempre esteve no mesmo lugar. É preciso caminhar 2,5 quilômetros para chegar até a base do paredão, e a paisagem que se vê lá de cima desperta as mais férteis imaginações. Há quem diga que já viu extraterrestres no imenso vale salpicado pelos monólitos. "Este lugar tem uma beleza tão mágica que inspira até história de duendes", brinca Adão Masera, militar aposentado que escolheu a cidade como lar. Dono de uma agência de turismo, hoje ele passa os dias guiando visitantes pelo sertão quixadense. Nesse cenário místico, as rochas também são responsáveis por garantir parte da água consumida na cidade, represada em dias de chuva. Dispostas em meia-lua, as pedras formam um açude natural, cuja única parede é uma barragem centenária, construída a mando de Dom Pedro II e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Projetado em 1877, após uma grande seca que assolou a região, o Açude do Cedro levou 22 anos para ser concluído e grande parte do empreendimento foi realizado por mão-de-obra escrava. O reservatório dá origem a uma rede de canais de irrigação, a primeira construída no Ceará. Durante duas décadas, a obra foi motivo para a abertura de estradas e trouxe algum progresso para aquele pedaço do sertão. Hoje, o Cedro, com suas paredes imponentes contrastando com o sapê das casinhas que o rodeiam, é uma
Feira de flores em Holambra (SP) espera 300 mil pessoas
Visitantes tentam pegar pétalas jogadas durante a Expoflora
da Redação
A Expoflora, a maior exposição de flores e plantas da América Latina, espera um público de 300 mil pessoas na 23ª edição do evento, que acontecerá de 26 de agosto a 26 de setembro em Holambra (a 125 km de São Paulo).
Sob o tema "Flores, Povos e Países", a feira terá a exposição de flores dividida em 13 cenários distintos em um espaço de 7.000 metros quadrados, homenageando índios, portugueses, espanhóis, holandeses, franceses, negros, italianos e japoneses. A idéia é mostrar, com plantas e flores, como algumas das etnias contribuíram para a formação do povo brasileiro.
Além de festejar a chegada da Primavera, a feira incentiva o consumo de plantas e flores por meio de diversas manifestações culturais, entre elas arte, dança, música e culinária, entre outras.
No Garden Center, o supermercado de flores e plantas do recinto montado em uma área de 3.300 metros quadrados, o público poderá conhecer flores e plantas e adquiri-las. A expectativa é que sejam vendidas 490 mil unidades neste ano, quando a Expoflora terá maior duração, de cinco semanas --a feira funcionará também no feriado de 7 de Setembro.
A Expoflora é montada num espaço permanente de 250 mil metros quadrados, dos quais 80 mil metros quadrados são destinados ao estacionamento, que tem capacidade para 5.000 veículos e 500 ônibus por dia.
A feira tem duas praças de alimentação com 16 lanchonetes e cinco restaurantes, onde são servidos desde fast-food a comidas nacionais e a gastronomia típica holandesa.
Além da exposição de flores, outras atrações são oferecidas durante a feira. Nos palcos espalhados pelo recinto, haverá a apresentação de danças típicas e mais de 40 artistas que farão performances e músicos formando street bands passeiam pelo recinto em meio aos visitantes.
Diariamente, às 16h30, acontecerá a Parada das Flores, com carros alegóricos que homegearão Portugal, Itália e Japão, ornamentados com variedades de plantas e flores que representem os países.
No final do desfile, sempre às 17h, o público que estiver no recinto será saudado por uma chuva de pétalas, com mais de 150 quilos de pétalas, que correspondem a 1.500 dúzias ou 18.000 rosas lançadas. No total, serão 3,3 toneladas de pétalas lançadas durante a feira.
Os visitantes também podem fazer um passeio turístico supervisionado pela Expoflora e conhecer Holambra, recebendo informações sobre a história da formação da cidade e da imigração holandesa no Brasil, além de visitar uma fazenda de produção de crisântemos.
23ª Edição da Expoflora Quando: de 26 de agosto a 26 de setembro (de quinta-feira a domingo, inclusive nos dias 6 e 7 de setembro, das 9h às 19h) Onde: rodovia Campinas-Mogi Mirim, km 141, em Holambra (SP) Quanto: R$ 16,00 (crianças até 10 anos acompanhadas por um responsável não pagam) Informações: 0/xx/19/3802.1421 ou pelo e-mail expoflora@expoflora.com.br Na internet:www.expoflora.com.br
Metrópole mutante, espalhada e cinematográfica de 8,5 milhões de habitantes, que recém-redesenhou seu perfil urbano com obras como o Walt Disney Concert Hall do polêmico arquiteto Frank O. Gehry, Los Angeles rejuvenesceu.
Silvio Cioffi/Folha Imagem
Encarapitado sobre a mais alta colina à beira-mar do Estado, em San Simeon, o castelo erguido por William Hearst, magnata da imprensa, dono de 26 jornais nos EUA e da United Artist, foi montado com pedaços de antigas construções européias nos anos 1920
Castigada em 1992 por "riots", revoltas que opuseram negros e brancos, a cidade refez, desde então, a arquitetura da área central ("downtown") e, também, dos bairros litorâneos em torno de Santa Monica, onde fica o calçadão Third Street, também chamado de Promenade.
De quebra, Los Angeles inaugurou museus como o Centro Getty, em 1997, repaginou o bairro Japan Town e mudou a face de Hollywood, hoje servido por metrô e dotado de um megateatro, o Kodak Theatre, que desde 2002 é sede da entrega do Oscar.
A vencedora é ...
Fundada por jesuítas na costa centro-sul da Califórnia com o nome de Nuestra Señora la Reina de Los Angeles de Porciúncula, a metrópole --conhecida pela iniciais LA-- vê passar anualmente em seu aeroporto internacional, identificado pela sigla LAX, 55 milhões de passageiros (20% deles viajantes internacionais).
Rivaliza com San Francisco (cujo apelido, Frisco, seus habitantes detestam), segunda maior metrópole californiana, situada ao norte, dentro de uma baía.
Entre ambas, as estradas 1, uma "Rio-Santos", mais estreita e litorânea, e a 101, mais larga e retilínea, integram o Estado, passando por cidades que também tiveram origem em missões religiosas, como Santa Barbara, San Simeon e San Luis Obispo.
Praias onde surfistas e focas disputam as ondas, vales férteis como o de Santa Ynez, tão famoso por seus vinhedos como por ter sido escolhido por Michael Jackson e Ronald Reagan, que ali construíram suas mansões, complementam essa que é uma das regiões mais ricas e cênicas do território norte-americano.
Los Angeles, na verdade um aglomerado de municipalidades como Santa Monica e Venice Beach, Beverly Hills e Hollywood, encerra o maior centro urbanizado do país.
Assim, depois de alguns dias em LA, é de lei alugar um carro e percorrer as estradas que integram a Califórnia, dona da quinta maior economia do mundo, pelo litoral.
"On The Road"
Descoberto em 1542 pelo espanhol Juan Rodriguez Cabrillo, o Estado que o cartógrafo holandês Joannes Jansson julgou ser uma ilha, em 1638, foi objeto de disputa entre os EUA e o México, em 1846, e, uma vez conquistado pelas tropas do general Zachary Taylor, testemunhou, em 1848, a descoberta do ouro e o maior movimento migratório da história.
Quando o automóvel se popularizou, nas primeiras décadas do século 20, a Califórnia viu surgir as primeiras estradas litorâneas.
O castelo do magnata da imprensa William Randolph Hearst e a cidade de San Luis Obispo testemunharam esse movimento de "fordecos", mas foi o lançamento do livro "On The Road", do autor "beat" Jack Kerouac, em 1957, narrando uma viagem entre a Califórnia e o México, que definitivamente associou a imagem do Estado ao automóvel.
Pouco antes, em 1955, o ator James Dean, então com 24 anos, encontrou a morte ao bater seu Porsche Spider numa curva na estrada entre Los Angeles e Salinas. Ainda em 1955, em Anaheim, cidade a 35 km na direção sul de LA, o cartunista Walt Disney inaugurou o primeiro de seus grandes parques de diversões.
Assim, em LA, onde as "freeways" (auto-estradas) são tão onipresentes quando complicadas, estima-se que rodem 6 milhões de carros --quase um por habitante. É difícil explorar a metrópole sem um carro e, em face do preço dos táxis, dá até para dizer que os aluguéis têm preços módicos.
Outra curiosidade com relação aos automóveis e a LA é que, dizem, circulam em Beverly Hills metade das Ferraris do mundo.
Wilshire Boulevard
Entre as diversas avenidas largas de LA, Wilshire Boulevard talvez seja a mais emblemática, tendo início em Santa Monica, junto à praia, e cortando a metrópole até o bairro chique de Beverly Hills. Ali, nesse local esnobe que concentra lojas de grife como Gucci, Prada, Fendi, Cartier e Chanel, além de hotéis como o Regent Beverly Wilshire, onde foi filmado "Uma Linda Mulher" (1992), fica Rodeo Drive, a rua de comércio que a novelista Judith Krantz chamou, com algum exagero, de "a mais faiscante mostra de luxo do mundo ocidental".
Mas as ligações de Beverly Hills com o automóvel e com o cinema também não param por aí: freqüentado desde a década de 30 por artistas de Hollywood, o bairro foi edificado no local onde, na época, ficava o Beverly Auto Speedway, pista onde, aos domingos, eram realizadas ruidosas corridas de calhambeques.
Silvio Cioffi viajou a convite da Travel Industry Association of America (TIA), do grupo Hyatt e da Delta Airlines.
Cerca de 300 figurantes recrutados na região e 200 profissionais da TV Globo mobilizaram a cidade de Visconde de Mauá no mês de abril, durante as gravações de cenas externas de "Cabocla", novela da TV Globo que estreou nesta segunda, 10 de maio. A área urbana das vilas de Mauá, Maringá e Maromba têm, juntas, cerca de 2 mil moradores.
Durante os dez dias de gravações crianças e adultos deixaram de lado seus trabalhos escolares e afazeres em troca da possibilidade de aparecer na TV ao lado de astros como Tony Ramos e Patrícia Pillar.
Entre os moradores que tiveram seus "segundos de fama", o ex-vereador Fernando Quirino, o motorista Carlão e a estudante Jandira apareceram no primeiro capítulo da trama.
De acordo com os próprios figurantes, cada um recebeu R$ 45 por dia de filmagem.
Pessoas que não participaram diretamente das gravações também tiverem sua rotina alterada, fornecendo serviços de alimentação e hospedagem, ou se adaptando aos horários determinados pelas filmagens: durante o dia, as ruas e o comércio se esvaziaram, em contraste com a agitação das madrugadas, quando os figurantes eram transportados para os sets.
Cenas internas foram produzidas em estúdio, no Rio de Janeiro, e o trem em que os personagens chegam à "Vila da Mata" foi filmado na região de Campinas - SP.
Leia mais sobre as gravações em Visconde de Mauá
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Veja fotos de divulgação
Rosangela Moreno
rosangela@guiamaua.com.br
Redação GuiaMauá
10.05.2004
Busch Gardens, Tampa, oito horas da noite. Smokings e vestidos brilhantes abandonam as limusines e pisam o tapete vermelho para presenciar o espetáculo "Katonga - Musical Tales from the Jungle" (lendas musicais da selva), a nova atração do parque temático criado em 1959, um dos destinos diletos do turismo de massa nos EUA.
A reportagem da Folha, devidamente engravatada, acompanhou a pré-estréia do "show", primeira incursão do gênero, em tais proporções, do sempre expansivo padrão Broadway de qualidade por aquelas paragens da Flórida.
Aberto desde o dia 8 de abril ao público, o musical de 35 minutos de duração e elenco formado por 18 artistas se filia ao tema básico do parque onde é exibido, a África e a sua natureza.
No enredo, há um quarteto de personagens que almejam ser "griots", contadores de histórias. No palco, eles desfiam as suas sagas, entre elas, a de uma lagarta que se transforma em borboleta. As narrativas são todas entremeadas por passagens que reúnem saltos acrobáticos e atores fantasiados de insetos, macacos, sapos.
Entre os responsáveis pela empreitada está o designer de fantoches e bonecos Michael Curry, que trabalhou nas produções de "O Rei Leão" e "O Beijo da Mulher Aranha", além do iluminador Don Holder, vencedor do Tony, espécie de Oscar teatral dos EUA. São realizadas quatro sessões diárias "gratuitas" da peça, ou seja, incluídas no preço do ingresso. Cada apresentação comporta até 1.200 espectadores.
A primeira delas revelou uma faceta interessante do fenômeno Broadway na Terra do Sol: sem ser propriamente "Hamlet", "Katonga" representa o teatro dentro do teatro. Ou melhor, o entretenimento dentro do entretenimento.
Tudo num parque temático transpira a encenação, da aparência cenográfica dos prédios às atitudes dos funcionários e dos animadores das atrações.
Os próprios freqüentadores parecem transformar-se em personagens e, ávidos, percorrem as atrações como se elas fossem performances.
A première de "Katonga - Musical Tales from the Jungle" exacerbou a teatralidade latente: a platéia gritava e batia palmas em cena aberta a cada acrobacia ou firula vocal. Na porta do teatro Moroccan Palace, antes do início da apresentação, turistas "comuns" olhavam para os convidados, separados pelo cordão de isolamento, e deles batiam fotos, tentando descobrir quem eram as celebridades, a exemplo de uma certa telenovela brasileira.
A excitação dos que assistiram à peça tinha fundamento: em termos de espetaculosidade, o musical lança mão de efeitos especiais e mudanças de cenários requintados. O Busch Gardens não revela o valor do investimento, mas não é difícil deduzir que milhões de dólares, entre a produção, a divulgação e a manutenção da engrenagem, foram ali empregados.
E, se sobra espetáculo, falta um pouco de trama, que poderia ser mais encorpada. Poderia haver mais texto e menos pretexto para a exibição de ações mirabolantes.
De qualquer forma, ainda que alguns prefiram a síntese e a sugestão ao desenfreado fluxo de efeitos, o pano desce, as pessoas se põem de pé e com fúria aplaudem o que viram. A felicidade e a fantasia triunfam mais uma vez.
Pedro Ivo Dubra viajou a convite da Busch Entertainment Corporation.
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MARIO HUGO MONKEN
enviado especial da Folha de S.Paulo ao sul fluminense
Vinte e quatro antigas fazendas produtoras de café da região do Médio Paraíba (sul fluminense) e que produziram parte da riqueza do país durante o século 19 estão abertas para visitação ou hospedagem aos fãs do turismo rural. E, segundo Nilson Ferreira, carnavalesco da escola de samba carioca Acadêmicos de Santa Cruz, essas fazendas podem virar samba-enredo da agremiação em 2005, caso haja patrocinadores.
Felipe Varanda/Folha Imagem
Interior da sede da fazenda União, com mobiliário da época
Algumas dessas propriedades, como a fazenda Paraízo, em Rio das Flores (a 170 km do Rio), conservam, intactas, as mesmas características do período cafeeiro.
Construída de 1845 a 53, serviu de cenário para a gravação da minissérie "Um Só Coração", da TV Globo, encerrada recentemente.
Uma de suas principais relíquias é o maquinário no qual o café era moído. O equipamento foi comprado nos EUA e foi o primeiro do tipo a ser usado no país.
A Paraízo conserva as senzalas e o prédio onde funcionava o hospital dos escravos. A fazenda mantém ainda os móveis usados pelos proprietários originais, a família de Domingos Custódio Guimarães, o visconde do Rio Preto. O mobiliário foi importado da França. O fogão à lenha original também foi preservado.
A casa tem dois andares divididos em quatro alas (comercial, social, íntima e de serviço). Na parede de um dos salões, está pintada a obra "Baía de Guanabara 1800", do espanhol José de Villaronga.
Outro ponto conservado é o aqueduto, por onde saía a água usada na produção do café. Ele se assemelha aos arcos da Lapa, no Rio. A Paraízo, que foi a primeira fazenda a ter iluminação a gás no país, abrigou o imperador dom Pedro 2º e a princesa Isabel.
Fazenda União
Perto dali, a fazenda União também conserva alguns traços do período cafeeiro, embora tenha perdido muito de sua originalidade por ter passado pela mão de vários proprietários.
A fazenda, que também pertencia ao visconde do Rio Preto, está aberta para hóspedes. Quem chega é recepcionado por mulheres vestidas como sinhazinhas e mucamas, personagens da época.
À noite, é servido o chamado "jantar dos barões", no qual são servidos pastel de angu e mandioca frita.
Segundo o atual proprietário da fazenda, o arquiteto João Reis, em breve a antiga estrutura das senzalas, que permanecem intactas, será transformada em quartos para abrigar hóspedes.
Museu dos escravos
A fazenda Ponte Alta, no município de Barra do Piraí, a 119 km do Rio, abriga o museu dos Escravos, aberto para hóspedes e visitantes. O acervo fica exposto no lugar onde um dia funcionaram as senzalas.
O museu possui de obras de Jean-Baptiste Debret (1768-1848) que retratam o trabalho escravo a instrumentos de tortura utilizados pelos senhores de engenho.
O visitante também descobre, percorrendo o museu, que cada escravo tinha direito a apenas duas peças de roupa durante o ano (uma na época das festas juninas e outra no Natal).
A principal atração da Ponte Alta são os saraus, que apresentam danças típicas e pequenas dramatizações do século 19. As refeições são servidas em baixelas de prata, como no período cafeeiro.
Toda a fazenda é mostrada por um homem vestido como um barão de café da época. Construída no início do século 19, a Ponte Alta pertencia ao barão de Mambucaba, um dos maiores produtores de café da região. Já no século 20, a propriedade chegou a hospedar o presidente Getúlio Vargas durante o seu segundo mandato.
A fazenda Galo Vermelho, em Vassouras (a 116 km do Rio), oferece todos os sábados o chá imperial, no qual revive os encontros entre os grandes barões do café.
A cidade também tem como atrativo a história contada pela fazenda Secretário. Os jardins da propriedade possuem estátuas em ferro fundido da famosa fundição Barbezat & Co., localizada no vale d'Osne (França), típicas da época do café. O local também serviu de cenário para minisséries da TV Globo, como "Os Maias" e "O Quinto dos Infernos".
Na página www.valedocafe.com.br há informações sobre outras fazendas na região que estão abertas para visitação.
Mario Hugo Monken viajou a convite do Sebrae/RJ.
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Paisagem endurecida da Patagônia convida ao torpor
VINCENZO SCARPELLINI
do enviado especial da Folha de S.Paulo à Patagônia
Em alguns locais é possível perceber que, se a Terra é circular, sem início nem fim, ao menos o mundo, como construção dos homens, delimita suas margens. São lugares em que a natureza se endurece até a hostilidade: mais que um objeto de contemplação, torna-se um poder universal oposto à independência humana e, por isso mesmo, um severo desafio.
Vincenzo Scarpellini/Folha Imagem
Sobreposição de mar, geleiras e céu cria uma gama de tonalidades patagônicas únicas
James Cook, o mais famoso navegador inglês do século 18, escreveu em seus diários que, se não fosse pelo prazer que naturalmente o homem prova ao ser o primeiro descobridor de algum lugar, mesmo para se deparar com nada mais que areia e aridez, esse tipo de missão seria insuportável.
Na época em que Cook passou pelo triângulo austral, ainda havia muito para explorar, e a região já tinha sido cenário de prodigiosas aventuras e território cobiçado pelas cortes européias.
Hoje, a bordo de um navio moderno imerso em sua auréola tecnológica, cruzar o estreito de Magalhães --uma "passagem secreta" ligando os oceanos Atlântico e Pacífico-- parece uma façanha agradavelmente óbvia. O difícil é não pensar nos riscos e obstáculos que os antigos navegantes precisaram vencer durante o percurso.
Fernão de Magalhães foi o primeiro e o maior navegante de todos que chegaram até aqui. Na primavera do 1520, descobriu a passagem e a batizou "estreito de Todos os Santos". Para a terra a norte do estreito inventou o nome "Patagônia", para aquela ao sul, "Terra do Fogo". Com o tempo, o estreito recebeu seu nome e toda a região foi dita "magalânica".
A expedição durou três anos, partiu de Sevilha, seguiu pelo Atlântico, saiu no Pacífico (outro nome dado por Magalhães), passou pelas Índias e voltou para a Espanha: foi a primeira vez que o homem circunavegava o mundo.
A maior das cinco embarcações de Magalhães pesava 160 toneladas, isto é, 16 vezes menos que o Mare Australis, navio com bandeira chilena que hoje leva seus passageiros por essas latitudes até o cabo Horn, a ponta de terra mais próxima à Antártida.
Ele faz cruzeiros de Punta Arenas a Ushuaia e vice-versa, avançando pelo estreito de Magalhães, a partir de setembro e rotas que iniciam e acabam em Ushuaia, passando pelo cabo Horn, estas ainda com saídas neste fim de temporada.
Na luz transparente e sutil, desfilam colinas arredondadas, picos pontiagudos e glaciais azuis. Trata-se de uma paisagem essencial, que não tolera os caprichos, os equívocos ou as inquietudes dos trópicos. Transmite uma paz que dá até um pouco de medo. Medo de deslizar, languidamente, num torpor definitivo. Mas isso acontece apenas dentro do navio: para mudar de idéia, basta ir para a área aberta e experimentar o frio e o vento que, a 90 km/h, ainda é chamado, aqui, de brisa marinha.
Levando em conta a profundidade da água, que varia de 1.000 m a 4.000 m, e observando a infinidade de enseadas, baías, fiordes, bancos de areias e falsas passagens, surpreende que Magalhães tenha conseguido atravessar o estreito em apenas 33 dias.
Nos séculos seguintes, muitos navios naufragaram tentando passar ali. O próprio Magalhães perdeu uma embarcação de sua expedição, a Santo Antonio. Mas a perda foi por deserção: o capitão encarregado de explorar o braço de um canal fugiu para a Espanha.
Vincenzo Scarpellini viajou a convite da Nascimento Turismo, da LAN (LanChile), do hotel Park Plaza e da Cruceros Australis
Vincenzo Scarpellini/Folha Online